Projetos do AKCIT/IMD recebem quatro prêmios em conferência de realidade virtual
Trabalhos exploram experiências imersivas em música, paleontologia e exploração espacial
05-11-2026 / ASCOM
Pesquisadores do Centro de Competência EMBRAPII em Tecnologias Imersivas (AKCIT/IMD), sediado no Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), conquistaram quatro prêmios no Symposium on Virtual and Augmented Reality (SVR 2026), principal conferência brasileira de realidade virtual e aumentada. Com os resultados, o centro soma cinco premiações em dois anos consecutivos de participação no evento.
Ao todo, as premiações contam com primeiro e segundo lugar na categoria XR Experience (reúne as demonstrações práticas dos projetos no evento), assim como primeiro e terceiro lugar na XR Gallery (galeria de arte em realidade mista criada pela primeira vez nesta edição do evento).
O SVR ocorreu no Centro de Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG) entre 29 de setembro e 2 de outubro, em conjunto com outros eventos, como o SBGames 2026 e o SIBGRAPI 2026. Essas conferências são organizadas anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC).
Na categoria XR Experience, o trabalho de primeiro lugar é intitulado Curadoria V.R: Cleaning and Assembling Brazilian Fossils in Virtual Reality, e conta com autoria principal de João Anísio da Nóbrega.
O segundo lugar na mesma categoria ficou com o projeto Hyperdynamic Vibraphone: a Different Way of Playing Keyboard Percussion Instruments, desenvolvido por Stefane Orichuela.
Na XR Gallery, o AKCIT/IMD garantiu mais duas premiações: o primeiro lugar foi conquistado também por Stefane Orichuela, com o projeto Djembefola: Echoes of the Djembe in an Immersive Collective Journey.
Já o terceiro lugar foi conquistado por Deborah Arruda com o trabalho From Voyager 1 to the Pale Blue Dot: Travelling Through the Solar System. Por ser o primeiro ano dessa categoria, as premiadas são as primeiras da história do XR Gallery.
Alyson Souza, professor do IMD e coordenador do AKCIT/IMD, comemorou o desempenho da equipe e destacou a relevância das conquistas para o Instituto. O docente ressaltou que este é o segundo ano consecutivo em que trabalhos do centro são premiados no SVR.
Importância
Stefane Orichuela explica que as conquistas foram resultado de um trabalho “incrível e desafiador” que estava progredindo desde o início do ano. “Essas conquistas me mostraram que nosso laboratório é capaz de desenvolver coisas incríveis e as melhores experiências tanto para música quanto para a arte. Isso demonstra a capacidade que posso alcançar nessa área que tanto amo, assim como os outros participantes que trabalharam arduamente nesses projetos", adiciona a pesquisadora.
A estudante também agradeceu ao professor Cléber da Silveira Campos, coordenador do Laboratório de Performance Musical Mediada com Suporte Tecnológico (LAPERME/UFRN), ao Estúdio Ritornello da Escola de Música da UFRN (EMUFRN) e ao professor Alexandre Maiorino, também da EMUFRN, além da própria Escola de Música da UFRN, pelo apoio ao desenvolvimento do Hyperdynamic Vibraphone. Segundo ela, o projeto envolveu semanas de atividades na Escola, com a participação de professores e estudantes em testes que contribuíram para aprimorar a experiência apresentada no SVR.
Já João Anísio destacou que seu projeto foi desenvolvido em colaboração entre o Departamento de Geologia da UFRN e o Game Lab do IMD. Segundo o pesquisador, a proposta nasceu do desejo de explorar novas possibilidades da realidade virtual, permitindo ao público visualizar e manipular virtualmente fósseis que não estão disponíveis em acervos públicos, além de experimentar algumas das atividades de um paleontólogo.
Ele também ressaltou a importância do SVR para a divulgação dos trabalhos no Brasil e até no exterior, além da troca de experiências com outros pesquisadores. Segundo ele, essas conexões podem gerar novas colaborações e pesquisas com impacto na sociedade.